Feedback

 Este capítulo aborda o feedback como uma estratégia educacional essencial no processo de ensino-aprendizagem da preceptoria em Medicina de Família e Comunidade, compreendendo-o como um elemento estruturante da avaliação formativa e do desenvolvimento profissional em serviço. Nessa perspectiva, o feedback é entendido como um processo dialógico, contínuo e intencional, orientado à melhoria do desempenho, ao fortalecimento da autorreflexão, ao desenvolvimento da autonomia e à construção da identidade profissional. O texto explora os principais desafios envolvidos tanto na oferta quanto na recepção do feedback nos cenários de prática, considerando barreiras emocionais, organizacionais e culturais presentes no cotidiano dos serviços de saúde. Ao diferenciar feedback formativo e somativo, o capítulo enfatiza o papel do feedback formativo como uma ferramenta viva do processo educativo, capaz de promover ajustes durante a experiência formativa e sustentar a aprendizagem ao longo do percurso. Destaca-se a importância da construção de uma cultura de aprendizagem e de melhoria contínua, na qual o feedback seja esperado, valorizado e incorporado à rotina da preceptoria. Com base em referenciais clássicos da educação médica, apresenta-se uma definição compartilhada de feedback, ressaltando seus elementos fundamentais — a observação direta da prática, a explicitação de padrões de desempenho e a orientação para a mudança. São discutidas estratégias práticas que tornam o feedback mais efetivo, como a especificidade, a oportunidade, o caráter descritivo, o estímulo à autorreflexão e a elaboração conjunta de planos de aprimoramento. O capítulo aborda ainda as abordagens diretiva e colaborativa de feedback, com ênfase nas práticas bidirecionais e dialógicas, que favorecem a participação ativa do residente e a reflexão crítica sobre a prática. Por fim, reforça-se o papel do(a) preceptor(a) como facilitador(a) do aprendizado, responsável não apenas por oferecer feedback de qualidade, mas também por apoiar o desenvolvimento da capacidade do(a) residente de buscar, receber e utilizar o feedback como ferramenta de aprendizagem ao longo da vida profissional.

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